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S. Miguel Terapias

Somos terapeutas de Reiki, sediados perto de Almada, em Corroios, trabalhando voluntariamente em horário pós-laboral ajudando quem nos procura em busca de harmonização e equilíbrio energético.

Somos terapeutas de Reiki, sediados perto de Almada, em Corroios, trabalhando voluntariamente em horário pós-laboral ajudando quem nos procura em busca de harmonização e equilíbrio energético.

S. Miguel Terapias

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17
Abr13

Ânimo

smiguelterapias

 
Não desanimes. Persiste mais um tanto.
Não cultives o pessimismo.
Centraliza-te no bem a fazer.
Esqueçe as sugestões do medo destrutivo.
Segue adiante, mesmo varando
a sombra dos proprios erros.
Avança ainda que seja por entre lágrimas.
Trabalha constantemente. Edifica sempre.
Não consintas que o gelo do desencanto
te entorpeça o coração.
Não te impressiones à dificuldade.
Convence-te que a vitoria espiritual
é construção para o dia a dia.
Não desistas da paciência.
Não creias em realização sem esforço.
Silêncio para a injúria.
Olvido para o mal.
Perdão às ofensas.
Recorda que os agressores são doentes.
Não permitas que os irmãos desequilibrados te
destruam o trabalho ou te apaguem a esperança.
Não menosprezes o dever que a consciência
te impõe. Se te enganaste em algum trecho
do caminho, reajusta a propria visão e 
procura o rumo certo.
Não contes vantagens nem fracassos.
Estuda buscando aprender.
Não te voltes contra ninguém.
Não dramatizes provações ou problemas.
Conserva o hábito da oração para que
se te faça luz na vida íntima.
Resguarda-te em Deus e persevera no trabalho
que Deus te confiou.
Ama sempre, fazendo pelos outros
o melhor que possas realizar.
Age auxiliando. Serve sem apego.
E assim vencerás.


Psicografia de Chico Xavier


Sugestão e pesquisa de Rui M.


22
Fev13

Mediunidade infantil

smiguelterapias

Com quatro anos de idade, Yvonne Pereira já dizia ver e ouvir espíritos, os quais considerava como pessoas normais. Dois dos amigos invisíveis que apareciam com mais frequência eram Charles, que ela considerava o seu verdadeiro pai devido a lembranças que teria de uma encarnação anterior, em que esta entidade teria sido seu pai e Roberto de Canalejas, que teria sido um médico espanhol de meados do século XIX. Estas visões perturbavam-na muito pela saudade que lhe provocavam, do que teria sido uma encarnação anterior, em Espanha, e que dizia recordar com clareza.

 

Francisco Neto relata que, à noite, escutava passos e ruídos. Diz ele: «Pessoas atravessavam os soa­lhos de madeira e vinham dialogar comigo sobre vários assuntos. Algumas pessoas saíam dos quadros pendurados na parede do quarto, principalmente de um que ficava bem em frente de minha cama, o de São Domingos de Sávio, um dos santos considerados protetores da juventude católica. Com o tempo fui-me acostumando com esses fenómenos e eles já nem me assustavam mais. Eu atribuía isso tudo à minha mente imaginativa de criança que soltava o pensamento, enquanto esperava o sono chegar».

 

Desde os 4 anos de idade Chico Xavier teve a sua vida assinalada por singulares manifestações. Seu pai chegou, inclusive, a crer que o seu verdadeiro filho havia sido trocado por outro... Aquele seu filho era estranho! Sentia-se sempre acompanhado por "sombras" amigas... Conversava com a mãe desencarnada, que o deixara órfão aos cinco anos, ouvia vozes confortadoras. Na escola, sentia a presença delas, auxiliando-o nas tarefas habituais.

 

Outras situações relativamente vulgares são ver as pessoas com cor cinzenta ou azulada e percecionar que vão morrer ou já morreram ou ver o corpo da pessoa como se fosse transparente e percecionar órgãos doentes. Também é vulgar a descrição de crianças não só verem as imagens sair dos quadros como serem elas a lá entrarem.

 

A medicina convencional analisa estas situações com duas abordagens tradicionais: «Há momentos em que a ilusão predomina e a criança transforma em real o que é apenas o seu desejo inconsciente. Ao brincar com um amigo imaginário, ela nega a solidão e cria um espaço no qual é dona e senhora. Já falar com parentes falecidos é uma forma de negar uma realidade dolorosa» refere a psicanalista Ana Maria Sigal. Para o pediatra Leonardo Posternak esse tipo de fantasia permite à garotada chamar a atenção. Segundo ele, as crianças percebem se os pais demonstram admiração pelo seu suposto dom. Ou então aproveitam-se do carinho especial recebido quando os pais desconfiam que o filho tem algum distúrbio psíquico. Apesar disso, Posternak acrescenta: «É importante que sejamos humildes para admitir que muita coisa ainda escapa à medicina cartesiana. Em vez de dizer aos pais que o filho não tem nada ou que os sintomas vão passar, seria mais honesto dizer que a medicina vigente não é capaz de diagnosticar o que se passa com ele». A psicóloga infantil Athena Drewes defende que «crianças com menos de sete anos não vêem nada de anormal nessas experiências. Elas aceitam-nas até que outras pessoas comecem a reagir negativamente aos seus relatos. O bloqueio ocorre ao entrarem na escola e descobrirem que nem todos vivem as mesmas experiências».

Uma explicação mais completa é dada por Sérgio Felipe de Oliveira, diretor da Associação Médico-Espírita de São Paulo: «A mediunidade nada mais é do que uma actividade sensorial – como a visão e o olfacto – capaz de captar estímulos do mundo extra físico. O órgão responsável pela mediunidade é a glândula pineal, localizada no cérebro, que controla também o ritmo de crescimento e, na adolescência, avisa a hora de dar início à libertação das hormonas sexuais. Descrita por Descartes como a sede da alma em 1641, a pineal tem sido pesquisada há séculos e, desde a década de 1980, está comprovada a sua capacidade de converter ondas eletromagnéticas em estímulos neuroquímicos». Exames neurológicos em pacientes em transe comprovam a actividade na pineal durante esses momentos. «Ela é uma espécie de antena que capta estímulos da alma de outras pessoas, vivas ou mortas, como se fosse um olho sensível à energia eletromagnética».

Mas nem sempre a convivência com o sobrenatural é tranquila. Agnes Henriques Leal, autora do livro Mediunidade em crianças, chama a atenção para o facto de, por vezes, os amiguinhos imaginários serem substituídos por monstros que atrapalham o sono dos pequenos e os tornam arredios, agressivos ou profundamente tímidos. Há crianças que se dizem assombradas por imagens de espíritos que vagueiam com ferimentos ou fraturas expostas, exatamente como estavam quando morreram. Também é possível que um espírito persiga uma criança por se sentir prejudicado por ela numa vida anterior.

Que fazer então?

Como em tudo na vida não há receitas, mas o bom senso ajuda. Nenhum auxílio científico deve ser desprezado. Primeiro, deve-se procurar um profissional de saúde. Se o resultado não for satisfatório, procurar então outro tipo de ajuda. Uma opção razoável é consultar um especialista que seja ao mesmo tempo médico e estudioso da espiritualidade. Há muitos psiquiatras adeptos da espiritualidade que atendem crianças e adultos atormentados por fenómenos inexplicáveis. Falhando a explicação tradicional, a criança pode ser encaminhada para tratamento em centros de medicina alternativa ou de espiritualidade. Leituras diárias do Evangelho também ajudariam. Mas, como se realça no livro Experiências mediúnicas com crianças e adolescentes de Nazareno Tourinho, «se os pais não participarem do processo de cura, nada será atingido. Para tanto, deverão […] dispor-se a estabelecer, no lar, um clima vibratório de harmonia e paz». Herculano Pires defende que a mediunidade se desenvolve num processo de relação. O desenvolvimento é cíclico, em etapas sucessivas, em forma de espiral. No primeiro ciclo, a criança projeta a sua alma nas coisas e nos seres que a rodeiam, recebem intuições orientadoras dos seus protetores, que as religiões chamam de anjos da guarda, e não raro transmitem avisos e recados dos espíritos aos familiares. Quando passam dos sete ou oito anos desligam-se progressivamente das relações espirituais ganhando mais relevância as relações humanas. O espírito ajusta-se ao seu escafandro para enfrentar os problemas do mundo. Considera-se então que a criança não tem mediunidade, a fase anterior é levada à conta da imaginação e efabulação infantis. O segundo ciclo inicia-se a partir dos doze ou treze anos e o terceiro entre os dezoito e os vinte e cinco. Há ainda um quarto ciclo, que aparece na velhice ou na sua aproximação.

31
Mai12

O Plano Espiritual e as curas dos terapeutas

smiguelterapias

Sandra Jacqueline Stoll no artigo “Religião, Ciência ou Auto-Ajuda?” retrata alguns percursos do espiritismo no Brasil e relata vários episódios da vida de Chico Xavier. Embora esse artigo esteja direcionado para o espiritismo e os médiuns, dele transcrevemos alguns excertos que consideramos úteis para clarificar a relação dos terapeutas com as energias cósmicas e o merecimento individual.

 

Chico Xavier nasceu em 1910 e os episódios aqui relatados acontecem quando Chico Xavier tinha 21 anos e os seus trabalhos de psicografia começavam a ganhar relevância.

 

"Lembro-me que, em 1931, numa das nossas reuniões habituais, vi, ao meu lado pela primeira vez, o bondoso espírito Emmanuel. Eu psicografava, naquela época, as produções do primeiro livro mediúnico recebido através das minhas humildes faculdades (Parnaso de Além-Túmulo) e experimentava os sintomas de grave moléstia dos olhos.

Via-lhe os traços fisionómicos de homem idoso, sentindo a minha alma envolvida na suavidade da sua presença. Mas o que mais me impressionava era que a generosa entidade se fazia visível para mim dentro de reflexos luminosos em forma de cruz.

Às minhas perguntas naturais respondeu o bondoso guia: – Descansa! Quando te sentires mais forte, pretendo colaborar igualmente na difusão da filosofia espiritualista. Tenho seguido sempre os teus passos e só hoje me vês, na tua existência de agora, mas os nossos espíritos encontram-se unidos pelos laços mais santos da vida e o sentimento afetivo que me impele para o teu coração tem as suas raízes na noite profunda dos séculos.

 

No entanto Chico Xavier não deixa de lembrar que a postura de Emmanuel era implacável em todas as situações. Inclusive diante das dificuldades económicas por ele enfrentadas. Ele conta que, em 1939, um grupo de cientistas russos lhe fez uma oferta: convidaram-no a passar seis meses em Moscovo, com o fim de realizar testes sobre a sua mediunidade. A oferta parecia tentadora: "o dinheiro era suficiente para construir cinquenta casas populares. Uma fortuna para quem estava às voltas com a primeira de oito prestações de um novo chapéu" (Souto Maior, 1995: 56). Mas Emmanuel foi logo pondo fim às suas pretensões: "Se quiser, pode ir ­ disse ele ­ eu fico". Igualmente rigorosa foi a sua conduta em relação aos problemas de saúde do médium.

Chico Xavier, quando soube que os seus problemas de visão eram inoperáveis, decidiu consultar Emmanuel a esse respeito. "Tenha serenidade, [...] você está sob o cuidado dos benfeitores espirituais e sob a assistência de médicos atenciosos e amigos" (Barbosa, 1992 [1967]:, disse-lhe o espírito. "Quer dizer que preciso tratar-me?" (idem), perguntou Chico desapontado, acrescentando em seguida: "O senhor quer dizer que embora eu seja médium [...] não posso esperar a intervenção do Plano Espiritual em meu benefício para curar-me?" (idem).

Emmanuel retrucou: Por que você receberia privilégios por ser médium? [...] a condição de médium não o desobriga da necessidade de lutar e sofrer, em seu próprio benefício, como acontece às outras criaturas que estão no Plano Físico. (Idem)

Chico Xavier não se resignou de imediato. Perguntou como poderia desenvolver a tarefa de escrita dos livros espíritas, que apenas se iniciava, se a deficiência visual de que era portador lhe dificultava o trabalho. Disse-lhe o guia: "Confie no Senhor, pois sua doença é arrimo que ele enviou em seu auxílio". Chico alegrou-se imediatamente: "Então Jesus vai curar-me?" (idem).

Ele mesmo prossegue o relato: Emmanuel fitou-me [...] e mandou que eu abrisse “O Evangelho Segundo o Espiritismo” no capítulo VI [...]. Então comecei a ler em voz alta [...]. Quando atingi a palavra "aliviarei", o nosso Amigo Espiritual interrompeu-me a leitura e disse: "Compreendeu bem? Jesus não promete curar-nos, isto é, retirar-nos [...] das obrigações que nos cabe cumprir perante as leis de Deus mas promete aliviar-nos e auxiliar-nos”.

 

 

Texto de Sandra Jacqueline Stoll “Uma vida contada a muitas mãos” no site do Núcleo de Antropologia Urbana da Universidade de S. Paulo em http://www.n-a-u.org/Stoll2.html

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