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S. Miguel Terapias

Somos terapeutas de Reiki, sediados perto de Almada, em Corroios, trabalhando voluntariamente em horário pós-laboral ajudando quem nos procura em busca de harmonização e equilíbrio energético.

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S. Miguel Terapias

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30
Set12

Sobre a meditação - parte 2

smiguelterapias

O objetivo da meditação é silenciar a mente, parar com a normal sucessão de pensamentos.

Silenciar a mente deve ser o principal objetivo, o resto vem por acréscimo.

 

A mente é um animal selvagem que tem de ser domado. Podemos imaginar a mente como um touro que teremos de dominar completamente até podermos cavalgá-lo serenamente.

 

A meditação é um bom exercício mas precisa de muita prática até se obterem resultados visíveis.

 

Uma das primeiras dificuldades prende-se com o relaxamento do corpo. O relaxamento é o primeiro passo para a meditação e implica “esquecermos” que temos um corpo físico.

 

Uma técnica simples é, estando numa posição confortável, imaginarmos uma luz azul que vai penetrando lentamente em todo o nosso corpo a partir dos pés. É uma luz suave que vai preenchendo cada parcela interior do corpo, cada órgão, cada músculo, até ao topo da cabeça.

À medida que a luz vai preenchendo o corpo, este vai ficando relaxado.

 

Como é natural que não se consigam grandes resultados logo de início pode-se ir repetindo o exercício ao longo do tempo e o relaxamento acabará por surgir.

 

No entanto é importante sublinhar que a meditação tem os seus perigos. Deve ser um processo gradual e, se possível, acompanhado.

 

Relembramos excertos dum pequeno texto do padre jesuíta Teilhard de Chardin sobre este assunto anteriormente publicado neste blog:

 

«(eu, considerado como alguém que faz meditação todos os dias!) […] desci ao mais íntimo de mim mesmo, ao abismo profundo donde sinto confusamente que emana o meu poder de acção. […] A cada degrau descido, descobria-se em mim um outro personagem, cujo nome exacto já não podia dizer e que já não me obedecia. […] E então, perturbado com a minha descoberta, quis voltar á luz, quis esquecer o inquietante enigma no confortável ambiente das coisas familiares, – recomeçar a viver à superfície sem sondar imprudentemente os abismos. Mas eis que vi reaparecer diante dos meus olhos experientes, o Desconhecido de quem queria fugir.»

 

Como se constata, mesmo quem está muito habituado a meditar pode ser surpreendido por situações que não controla.

 

Por isso nunca é demais realçar que se deve ser cuidadoso nas meditações e que se deve sempre pedir ao nosso guia, mentor, o que cada um achar por bem chamar-lhe que ajude o praticante na meditação de modo a “ir e voltar” em paz.

07
Abr12

Sobre a meditação (um texto de Teilhard de Chardin)

smiguelterapias

É vulgar a confusão entre concentração e meditação. Popularmente, dizemos que meditamos quando nos concentramos. Nada tem de mal. O que pode ser perigoso é a pessoa entrar num estado de verdadeira meditação sem para tal estar preparada.

Teilhard de Chardin (1881-1955), padre jesuíta, teólogo, filósofo e paleontólogo, faz um interessante relato, na sua obra “O Meio Divino”, do resultado duma meditação, prática diária de Chardin.

 

«Ora pois, talvez pela primeira vez na minha vida (eu, considerado como alguém que faz meditação todos os dias!) peguei na lâmpada, e deixando a zona, aparentemente clara das minha ocupações e das minhas relações quotidianas, desci ao mais íntimo de mim mesmo, ao abismo profundo donde sinto confusamente que emana o meu poder de acção. Ora, à medida que me afastava das evidências convencionais com que é superficialmente iluminada a vida social, notei que me escapava a mim mesmo. A cada degrau descido, descobria-se em mim um outro personagem, cujo nome exacto já não podia dizer e que já não me obedecia. E quando tive de parar na minha exploração, por me faltar o terreno debaixo dos pés, deparava-se-me um abismo sem fundo donde saía, vinda não sei donde, a onda a que me atrevo a chamar a minha vida. E então, perturbado com a minha descoberta, quis voltar á luz, quis esquecer o inquietante enigma no confortável ambiente das coisas familiares, – recomeçar a viver à superfície sem sondar imprudentemente os abismos. Mas eis que vi reaparecer diante dos meus olhos experientes, o Desconhecido de quem queria fugir. Desta vez, não se ocultava no fundo de um abismo: agora, dissimulava-se por detrás da multidão dos acasos entrecruzados de que é tecida a teia do Universo e a da minha humilde individualidade. Mas era realmente o mesmo mistério: eu identifiquei-o. O nosso espírito perturba-se quando tentamos medir a profundeza do Mundo abaixo de nós. Neste momento, como qualquer que quiser fazer a mesma experiência interior, senti pairar sobre mim a angústia essencial do átomo perdido no Universo. E se alguma coisa me salvou, foi o ouvir a voz evangélica, garantida por êxitos divinos, que me dizia, do mais profundo da noite: «Sou eu, não tenhas medo».

In “O Meio Divino”

31
Mar12

A nossa alma (texto de Teilhard de Chardin)

smiguelterapias

«A nossa alma é a herança de uma existência prodigiosamente trabalhada, antes dela, pelo conjunto de todas as energias terrestres: ela encontra-se com a Vida e junta-se a ela num momento determinado. Não há em nós um corpo que se alimente com independência da alma. Tudo o que o corpo admitiu e começou a transformar, a alma tem por sua vez de o sublimar. Ela faz isso à sua maneira e segundo a sua dignidade mas não pode fugir a este contacto universal nem a este labor de todos os instantes. E assim se vai aperfeiçoando nela, para sua felicidade e correndo riscos, a capacidade particular de compreender e de amar, que constituirá a sua mais imaterial individualidade. Não esqueçamos que a alma humana é inseparável, no seu nascimento e na sua maturação, do Universo onde nasceu. Em cada alma Deus ama e salva parcialmente o Mundo inteiro, resumido nesta alma dum modo particular e incomunicável.

O Mundo, pelos nossos esforços de espiritualização individual, acumula lentamente, a partir de toda a matéria, o que fará dele a Jerusalém celeste ou a Terra nova. Imaginávamos talvez que a Criação acabara já há muito. Erro. Ela continua cada vez mais activa e nas zonas mais elevadas do Mundo. E é para o acabar que nós servimos, mesmo por meio do trabalho mais humilde das nossas mãos. É este, em suma, o sentido e o valor dos nossos actos. Em virtude da interligação Matéria-Alma-Cristo, façamos o que fizermos, nós levamos a Deus uma porção do ser que ele deseja. Mediante cada uma das nossas obras, nós trabalhamos muito parcelarmente mas realmente na construção do Pleroma, (Pleroma: Universo consumado; Plenitude; o Todo) isto é, contribuímos um pouco para o acabamento de Cristo. Cada uma das nossas obras, pela repercussão mais ou menos distante e directa que tem sobre o Mundo espiritual, concorre para perfazer Cristo na sua totalidade mística. Oxalá chegue o tempo em que os Homens não possam entregar-se a nenhuma das suas tarefas sem as iluminar com esta ideia distinta, a saber, que o seu trabalho, por mais elementar que seja, é recebido e utilizado por um Centro divino do Universo.

Parece-nos tão natural o crescer que não pensamos em distinguir da nossa acção as forças que a alimentam nem as circunstâncias que favorecem o seu êxito. No entanto «que tens tu que antes não tenhas recebido?». Penetremos no recanto mais secreto de nós mesmos. Examinemos de todos os lados o nosso ser. Procuremos aperceber-nos com vagar do oceano de forças recebidas passivamente em que está como que imerso o nosso crescimento.»

In “O Meio Divino”

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